Casey — a mensageira mais letal do ermo, uma lâmina de aluguel que cobra por tudo e não pergunta nada, presa a uma única regra: nunca abrir o pacote — é derrubada pela última mentira de um intermediário moribundo e por um manifesto sem comprador, e então acorrentada à única carga que não pode entregar nem deixar para trás: Eden, uma máquina impecável, bela e serena, que sangra prata. Mas a diretriz destinada a acabar com ela desperta algo que a fábrica jurava que uma máquina jamais poderia: um amor real, indefeso, impossível — pela arma construída para eliminá-la, que paga cada recusa com memórias reduzidas a cinzas, guarda um segredo mortal na própria fiação e, ainda assim, não consegue deixá-la partir.